Nos próximos anos, o ambiente fiscal brasileiro passará por sua maior transformação em décadas com a chegada da Reforma Tributária. Desde que comecei minha trajetória na contabilidade, nunca vi mudanças desse porte envolvendo não apenas aspectos fiscais, mas também operacionais e culturais das empresas. Por isso, neste artigo vou reunir o conhecimento acumulado, os fatos mais atuais, experiências práticas e recomendações valiosas sobre Reforma Tributária o que muda: resumo e como se preparar em 2026. Vou abordar como ela impacta empresas de diferentes portes, regimes tributários, e quais caminhos práticos adotar para atravessar esse processo de forma segura, eficiente e transparente.
O pano de fundo da reforma: desafios e necessidades
A complexidade do sistema brasileiro, sempre citado como entrave à competitividade, finalmente despertou o movimento político e econômico que levou à aprovação da reforma. Muitos empresários que conheço sempre reclamaram do tempo perdido com burocracias fiscais, da diversidade de regras estaduais e municipais e da insegurança jurídica. Esses aspectos motivaram o Congresso Nacional a aprovar as mudanças que começam a entrar em vigor em 2026.
Essa renovação traz consigo expectativas de simplificação, mas também muitos desafios de adaptação operacional. Dados recentes mostram que 72% das empresas médias e grandes ainda não estão preparadas para adaptar seus processos internos às novas regras, sendo que mais de um terço delas nem sequer discutiu seriamente os impactos (conforme apresentou pesquisa nacional). Considerando este cenário, compartilho abaixo um resumo prático e detalhado das mudanças e como a sua empresa pode se planejar para 2026 – seja qual for o porte e regime tributário adotado.
Principais mudanças: o que de fato será alterado com a reforma?
O coração da reforma é a unificação e reestruturação dos principais impostos sobre consumo, com impactos diretos sobre a base de cálculo, obrigações acessórias e, claro, sobre o planejamento dos negócios.
Substituição dos tributos atuais por IBS e CBS
Até 2026, empresas brasileiras lidam com cinco tributos sobre o consumo: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Cada um com normas próprias, regras de apuração distintas, diferenças conforme o território e condições especiais para diversos setores. Isso complica a contabilidade, exige múltiplos softwares e abre margem para erros.
A Reforma Tributária em 2026 vai substituir esses cinco tributos por dois impostos:
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência de estados e municípios
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal
Isto se dá no conceito de IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado): dois tributos diferentes, mas ambos se baseando no valor agregado sobre operações com bens e serviços. O IBS substituirá ICMS (estadual) e ISS (municipal). A CBS substituirá PIS, Cofins e IPI (federais).
“O IVA dual elimina sobreposições e simplifica o cálculo de tributos sobre consumo.”
Segundo informações do Congresso Nacional, desde 1º de janeiro de 2026 empresas já precisarão indicar nos documentos fiscais os campos para o novo tributo, ainda que apenas para teste (sem a cobrança efetiva nesse momento inicial).
Adoção do IVA: impactos sobre as operações
A experiência de outros países mostra que o sistema baseado em IVA (Imposto sobre Valor Agregado) tem vantagens na redução das disputas sobre o local do fato gerador, limitações de “guerra fiscal”, e amplia a rastreabilidade. Esse modelo tem cálculo não cumulativo – só incide sobre o valor agregado.
Por exemplo, na prática isso significa que:
- O valor pago no estágio anterior da cadeia pode ser totalmente creditado no estágio seguinte, eliminando a cobrança em cascata.
- O fluxo de créditos será ampliado, exigindo controles mais precisos nas apurações mensais.
Além disso, as alíquotas ainda estão sendo debatidas, mas vão respeitar limites constitucionais para evitar aumentos abusivos de carga total. Há promessa de exceções para setores estratégicos (educação, saúde, cesta básica, transportes públicos etc.), inclusive com mecanismos de cashback social para a população mais vulnerável.
Regras de transição e cronograma oficial
O cronograma definido na reforma prevê uma fase de transição começando já em 2026, mas com transição completa até 2032. Esta fase está dividida da seguinte forma:
- 2026: Testes dos novos tributos IBS e CBS nas notas fiscais, sem cobrança efetiva.
- 2027-2029: Cobrança em paralelo dos tributos antigos e dos novos (alíquota reduzida), para minimizar choques e permitir ajustes de rotina/tecnologia.
- 2030-2032: Extinção gradativa dos tributos antigos e consolidação definitiva do IBS e CBS, com adaptação concluída.
Ou seja, o ajuste vai exigir planejamento contínuo, investimentos em tecnologia e acompanhamento das etapas normativas para adaptar contratos, sistemas e rotinas internas de forma não traumática.
Impactos para empresas: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional
Cada regime tributário brasileiro será afetado à sua maneira. Meu trabalho já revelou que uma das maiores dúvidas dos empreendedores é “Como vai mudar para mim, na prática?” Por isso, decidi destrinchar cada caso relevante.
Empresas do Lucro Real
Normalmente, estas são médias e grandes empresas com maior volume de controles contábeis e fiscalização mais intensa. No Lucro Real, as mudanças são substanciais:
- O cálculo do crédito fiscal agora se baseará apenas nos valores realmente pagos em cada etapa da cadeia, exigindo controle rígido da documentação.
- Redução do número de obrigações acessórias, com a junção dos registros dos cinco impostos antigos.
- Necessidade de atualização dos ERPs e sistemas fiscais para compor a nova apuração do IVA dual.
- Maior foco na conciliação entre entradas, saídas, estoque e serviços tomados.
No meu acompanhamento do processo em diversos clientes, notou-se que a maior dificuldade está em gerar as notas fiscais pelos novos padrões técnicos, em especial quando há transferência de créditos entre operações interestaduais.
Os efeitos financeiros também vão depender do padrão de consumo, do segmento e do grau de verticalização da cadeia. Recomendo que essas empresas já iniciem simulações com base no novo modelo, pois ajustes de precificação podem ser requeridos.
Empresas do Lucro Presumido
Para empresas do Lucro Presumido, que hoje se beneficiam de cálculo simplificado, a principal mudança será a necessidade de controles mais detalhados para aproveitar créditos e evitar bitributação.
- O modelo de não cumulatividade exige checagem cuidadosa dos créditos em compras e despesas.
- Revisão dos cadastros, sistemas para geração de notas fiscais e apuração do novo imposto vão demandar investimentos em tecnologia.
- Empresas que deixam de controlar detalhadamente suas aquisições tendem a perder créditos e aumentar o custo tributário final.
Além disso, setores que hoje têm benefícios específicos no ICMS ou ISS vão precisar ficar atentos à edição de leis complementares que podem redesenhar esses incentivos. Atenção constante é fundamental.
Empresas do Simples Nacional
O Simples Nacional será mantido, mas ajustado. Micro e pequenas empresas continuarão com regime simplificado e unificado, mas algumas mudanças impactam principalmente negócios que atuam com mercadorias interestaduais e prestação de serviços:
- Possibilidade de recolhimento diferenciado sobre operações sujeitas ao IBS ou CBS quando ultrapassados determinados limites de receita.
- Integração do novo modelo de fiscalização, com possibilidade de rastreabilidade maior dos dados pelas autoridades.
- Adaptação dos sistemas emissores de nota fiscal e de cálculo, que devem ser compatíveis com os novos campos obrigatórios.
Na minha prática, vejo que a principal preocupação de empresários do Simples é manter a regularidade e a possibilidade de vender para grandes empresas. O alinhamento com os novos padrões fiscais evita restringir o acesso ao crédito ou enfrentar bloqueios em transações.
Empresas de todos os portes devem acompanhar de perto essas alterações, mesmo aquelas que esperam ser pouco impactadas, para não serem surpreendidas. Em temas como licitações públicas e venda para grandes clientes, a regularidade será ainda mais exigida.
Passos práticos para adaptação: plano de ação para 2026
Com tantos detalhes, é normal que empresários e gestores sintam-se perdidos. O segredo é definir um plano de ação claro, dividido em etapas, que permita uma adaptação segura e minimização de riscos. Esta é a essência do que aplicamos na MCO Contábil e também no aconselhamento que presto em consultorias.
1. Levantamento das operações e revisão de contratos
O primeiro passo é mapear todas as operações fiscais da empresa. Isso significa, por experiência própria:
- Identificar as cadeias de fornecedores e clientes (inclusive fora do estado ou do município).
- Avaliar como cada produto ou serviço será tributado pelo novo modelo.
- Revisar cláusulas contratuais relativas à incidência de impostos, repactuação de preços e transferências de responsabilidade fiscal.
- Verificar acordos de recompra, consignação, bonificações e outros pontos sujeitos a mudança no tratamento tributário.
Muitas empresas “esquecem” de detalhar a cláusula de encargos tributários em contratos de longo prazo, gerando insegurança futura.
2. Atualização dos sistemas fiscais e integração tecnológica
A adaptação dos sistemas – sejam ERPs próprios ou contratados – deve começar com a inclusão dos campos específicos para IBS e CBS, nos layouts das notas fiscais, nos cadastros de produtos e serviços e nas rotinas de apuração.
Conforme análise do Serpro, a dimensão tecnológica da reforma exigirá dos sistemas fiscais capacidade de processar até 25 mil transações por segundo, com bilhares de documentos trocados anualmente. Os desafios não são apenas fiscais, mas também de infraestrutura e armazenamento.
- Sistemas desatualizados podem gerar notas fiscais inválidas e bloqueio de operações.
- É fundamental que os setores de TI e fiscal trabalhem em parceria, revendo layouts e automatizando processos integrados ao governo.
- Ajuste de banco de dados para rastreamento e manutenção dos históricos fiscais.
3. Capacitação de equipes e formação multidisciplinar
Treinamentos serão obrigatórios. As equipes fiscal, contábil e de vendas precisam compreender as novas regras, requisitos técnicos e mudanças na apuração, para evitar erros e penalidades.
Promovo sempre workshops internos, simulando a rotina já nos padrões que serão obrigatórios.
- É importante capacitar também equipes comerciais e de compras, para que saibam ler notas fiscais corretas e questionar divergências de parceiros.
- O treinamento contínuo minimiza retrabalho e perdas futuras.
4. Realização de simulações e cenários fiscais
A melhor forma de evitar surpresas na carga tributária é simular cenários de faturamento e apuração com base no novo modelo.
“Simule antes para ajustar sua precificação estrategicamente.”
- Construa pelo menos três cenários: um conservador, um otimista e um de choque (ex: mudança abrupta de margem devido à tributação).
- Considere também as exceções de setores e verifique suas atividades enquadradas.
- Revise a precificação com base no resultado das simulações para planejar, se necessário, ajustes em contratos e métodos de venda.
Vi empresas descobrirem atrasado que determinados produtos teriam aumento de custos ao simular seus resultados já sob o novo regime. Essas simulações, quando feitas com antecedência, transformam-se em vantagem de mercado.
5. Apoio de consultoria contábil estratégica e parcerias
Nunca foi tão necessário contar com apoio especializado. A MCO Contábil, por exemplo, atua com acompanhamento detalhado, integração de sistemas digitais e simulações personalizadas para cada cliente. Uma consultoria experiente amplia a segurança, identifica riscos ocultos e ainda faz intermediação com fornecedores de tecnologia.
Busca-se aqui:
- Revisão das operações para identificar riscos fiscais e oportunidades de créditos.
- Verificação de processos internos, cadastros e formação de equipes multidisciplinares.
- Auxílio na interface com a Receita Federal, órgãos estaduais e municipais para alinhamento de procedimentos.
Muitas empresas grandes têm conseguido antecipar vantagens tributárias justamente por ter acompanhamento especializado e revisão periódica de suas práticas.
6. Implementação de boas práticas de controle interno
A cultura de compliance nunca esteve tão em pauta. A reforma prioriza a rastreabilidade dos dados fiscais, logo, seus controles internos devem ser revisados para garantir registros íntegros, armazenamento seguro de documentos e procedimentos claros para apuração.
Sugiro implementar políticas claras de controle de acesso, backups e conferência de notas fiscais recebidas e emitidas.
- Rotinas semanais de auditoria interna ajudam a detectar problemas operacionais ainda em tempo de correção.
- Cada nota fiscal deve ser conferida não apenas quanto ao campo tributário, mas também em relação aos dados cadastrais.
Quanto maior o volume operacional, maior o risco de inconsistências, principalmente no início da transição.
Nota fiscal eletrônica: adaptação obrigatória e rastreabilidade
A nota fiscal eletrônica, que já era obrigatória para quase todos os setores, ganha ainda mais importância nesse novo contexto. Isso porque o padrão da NF-e será ajustado para conter campos para IBS e CBS, além de “tags” específicas para informações exigidas pela reforma.
- Empresas deverão ajustar seus sistemas emissores para preencher corretamente todos os campos.
- Falhas nesses registros podem resultar em autuação fiscal e bloqueio de emissão.
- Os órgãos de fiscalização terão acesso quase instantâneo às operações em tempo real, ampliando o controle e a possibilidade de cruzamento de dados.
Segundo estimativas de análise do Serpro, ao final da implementação a Receita Federal precisará armazenar cerca de 70 bilhões de documentos fiscais por ano, com capacidade de processar até 25 mil transações por segundo.
“Os sistemas fiscais nunca foram tão exigidos em Brasil.”
No cotidiano, já percebi que empresas com processos integrados são as que menos sofrem, pois seus documentos trafegam de forma segura, rastreável e com menor risco de erros.
Prevenção à bitributação e estruturação do planejamento tributário
Um dos riscos mais temidos é a bitributação – ou cobrança duplicada sobre a mesma operação. Mesmo com as promessas de simplificação, nesse período de transição os riscos aumentam, principalmente para empresas com operações interestaduais ou que atuam em diferentes ramos.
Sugiro estudar boas estratégias para evitar a bitributação, como está detalhado no artigo sobre prevenção à bitributação, onde mostro exemplos práticos de como empresas ajustaram sua estrutura operacional e documental para evitar retenções indevidas e pagamentos em duplicidade.
Além disso, aproveite o momento para revisar o planejamento tributário anual. O planejamento tributário é a principal ferramenta para pagar menos impostos de forma legal e garantir lucros sustentáveis. Você pode conhecer técnicas e dicas atualizadas na postagem sobre estratégias de planejamento tributário em 2025.
Riscos fiscais, penalidades e como prevenir falhas
A organização dos dados torna-se ainda mais importante porque erros de classificação, omissão de informações ou envio de arquivos errados serão detectados quase instantaneamente pelos fiscos federal, estadual e municipal.
Além das multas pecuniárias, empresas podem ter bloqueios de cadastro, restrição na emissão de notas fiscais e dificuldades para aprovar operações de crédito.
- Reforço que a validação diária dos registros fiscais passa a ser uma atividade de rotina, não apenas algo feito no fechamento mensal.
- Implante rotinas de dupla checagem, com scripts automatizados quando possível, e dashboards para acompanhar o status das apurações.
- Invista na educação fiscal de toda a equipe: desde quem lança os dados até quem aprova e declara.

Dicas complementares e temas para monitorar durante a transição
Mesmo que sua empresa esteja pequena e sinta que as mudanças vão demorar a chegar, recomendo fortemente iniciar o alinhamento agora. Não espere a obrigatoriedade final para ajustar sistemas, treinar equipe e rever contratos.
- Mantenha acompanhamento sistemático das leis complementares, que trarão definições setoriais finais.
- Verifique se fornecedores, clientes e parceiros também estão se adaptando (parcerias despreparadas geram bloqueios em cadeia).
- Aproveite artigos que detalham como os tributos afetam sua empresa, disponíveis em posts atualizados sobre tributação empresarial.
- Se seu negócio atua como afiliado digital, avalie as recomendações do artigo sobre tributação para afiliados e regimes fiscais.
- Fique atento às novidades da transição em 2025, detalhadas em artigos sobre a reforma tributária e impactos.
Empresas com processo de BPO financeiro, soluções digitais e consultoria especializada, como oferecemos na MCO Contábil, se beneficiam de um olhar externo para apontar gargalos que internamente passam despercebidos.
Transição: o que esperar nos primeiros meses?
Minhas pesquisas mostram que os primeiros meses de 2026 serão marcados por:
- Dúvidas operacionais sobre o preenchimento de campos das notas fiscais.
- Ajustes recorrentes nos sistemas e integrações com ERPs.
- Solicitações de atualização de contrato por clientes e fornecedores atentos à mudança do modelo tributário.
- Alto volume de consultas a consultorias e contadores para sanar dúvidas específicas sobre casos fora do comum.
Apesar das incertezas, quem se organiza desde já tende a transformar possíveis dores de cabeça em diferenciais competitivos. Uma frase curta, mas que ilustra bem:
“Adaptar-se rápido à reforma vai muito além de obrigação legal: é diferencial de mercado.”
Oportunidades escondidas: inovação, transparência e relacionamento
Gosto sempre de lembrar que todo processo disruptivo abre espaço para inovação. Empresas que investem em atualização de sistemas, capacitação e compliance tendem a criar:
- Maior reputação junto a clientes e parceiros: transparência aumenta o valor percebido pelo mercado.
- Gestão fiscal mais ágil: integração de dados reduz erros, retrabalho e desperdício de tempo.
- Poder de negociação: empresas em conformidade podem buscar melhores condições comerciais junto a fornecedores e bancos.
- Acesso a benefícios e regimes especiais: estar regularizado facilita adesão a novos incentivos surgidos na fase de transição.
Tenho visto negócios crescerem justamente por assumirem a liderança nesse processo, ao invés de enxergá-lo apenas como obrigação. Seu negócio pode ser um deles.
Resumo objetivo: como se planejar passo a passo para 2026?
- Contrate ou conte com uma consultoria especializada, como a MCO Contábil, para mapear rotinas e estruturar um cronograma de adaptação.
- Atualize seus contratos prevendo as alterações na repartição de encargos tributários e repactuação de preços.
- Revise e adapte os sistemas de nota fiscal, bancadas de ERP e cadastros de itens e serviços.
- Capacite suas equipes continuamente sobre os novos formatos de tributação e controle.
- Implemente simulações periódicas de apuração tributária para revisar estratégias de precificação.
- Elabore controles internos sólidos para garantir registro preciso e integração eficiente de documentos fiscais.
Cada um desses passos eleva a maturidade fiscal da sua empresa e limita os riscos em uma das maiores mudanças legais já vistas no país.
Conclusão
A Reforma Tributária o que muda: resumo e como se preparar em 2026 mostra que estamos diante de um divisor de águas na gestão das empresas brasileiras. A transição não será simples, mas a oportunidade de modernizar, deixar para trás a burocracia excessiva e abrir portas para práticas mais claras e eficientes merece ser aproveitada.
Como profissional da área, vejo na reforma um convite à revisão de processos, à automação, treinamento de equipes e profissionalização cada vez maior do ambiente de negócios. As empresas que entenderem esse movimento agora, agirem com antecedência, usarem a tecnologia e apostarem em consultoria estratégica, sairão na frente.
Na MCO Contábil, buscamos aliar tecnologia e atendimento humano para entregar tranquilidade, clareza e redução de custos a nossos clientes. Preparar-se para 2026 é um investimento com retorno certo. Se sua empresa quer despontar nesse novo ambiente, recomendo fortemente conhecer o trabalho que desenvolvemos. Fale com um de nossos especialistas, tire dúvidas e garanta uma transição segura e lucrativa.
Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária 2026
O que muda com a Reforma Tributária em 2026?
A principal mudança é a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos: IBS e CBS, formando o chamado IVA dual, com apuração não cumulativa e novos campos obrigatórios em notas fiscais. Além disso, haverá revisão das regras de crédito fiscal, extinção progressiva de obrigações acessórias antigas e necessidades de adaptação dos sistemas e rotinas nas empresas.
Como as empresas devem se preparar para 2026?
Cada empresa deve mapear suas operações, revisar contratos, adaptar sistemas fiscais, capacitar equipes e realizar simulações de cenários tributários antes do início da obrigatoriedade. O apoio de uma consultoria contábil estratégica facilita esse processo, permitindo minimizar riscos, aproveitar oportunidades e manter regularidade junto ao fisco.
Quais impostos serão unificados na reforma?
Serão unificados: PIS, Cofins e IPI (federais, que formarão o CBS) e ICMS/ISS (estadual e municipal, que formarão o IBS), totalizando cinco tributos convertidos em dois principais. O IBS e o CBS terão competências distintas, mas incidirão sobre praticamente todas as operações de bens e serviços do país.
A Reforma Tributária vai aumentar custos para empresas?
O objetivo da reforma é simplificar e não aumentar a carga, mas o impacto definitivo dependerá do setor, do regime tributário e do perfil de operação. Simulações apontam que alguns segmentos poderão ter redução, enquanto outros, aumento de custos, principalmente nos casos em que hoje há muitos benefícios fiscais específicos.
Onde encontrar informações oficiais sobre a reforma?
Os canais oficiais são:
Principais mudanças: o que de fato será alterado com a reforma?
Impactos para empresas: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional
Promovo sempre workshops internos, simulando a rotina já nos padrões que serão obrigatórios.
Sugiro implementar políticas claras de controle de acesso, backups e conferência de notas fiscais recebidas e emitidas.
Conclusão