Como calcular faturamento proporcional para MEI aberto no ano

Quando decidi abrir minha própria MEI, tive muitas dúvidas sobre qual seria o limite correto de faturamento, uma vez que não comecei as atividades logo em janeiro. Logo, percebi que entender a regra de faturamento quando a empresa é aberta durante o ano, por exemplo, empresa aberta em agosto, faz toda diferença para evitar surpresas e problemas futuros. No artigo de hoje, vou explicar, com detalhes práticos e exemplos reais, todos os pontos sobre o faturamento proporcional, a importância do controle de receitas e os riscos de ultrapassar limites, especialmente para quem está começando.

Por que o faturamento proporcional é tão relevante para o MEI?

Quando conversei pela primeira vez com um contador, ele foi direto ao ponto: “o limite de faturamento do MEI não é simplesmente calculado com base no teto anual, se a formalização não acontecer em janeiro”. Isso me chamou atenção, porque significa dizer que abrir um CNPJ MEI em maio, junho ou agosto não garante ao empreendedor o limite de R$ 81.000,00 no primeiro ano de atividade.

O Portal do Empreendedor determina de forma clara: o limite máximo é sempre proporcional ao número de meses em que a empresa esteve formalizada no ano. Ou seja, ao abrir o MEI em agosto, o valor permitido até o final do ano será diferente do teto anual de quem abriu em janeiro. Esse ajuste é calculado para evitar que alguém se beneficie de um valor anual inteiro, mesmo tendo começado tarde.

Entender o limite proporcional é um dos primeiros passos para manter sua regularidade fiscal como MEI.

Eu mesmo já vi casos de desenquadramento automático porque o titular desconhecia essa regra. Muitas vezes, a confusão acontece pelo excesso de informações desencontradas na internet. Por isso, é importante focar numa explicação prática e confiável, consultando fontes como o Portal do Empreendedor e contando com o auxílio de projetos que tenham experiência prática, como é o caso da MCO Contábil.

O conceito de faturamento proporcional: como funciona na prática?

O limite do MEI corresponde ao valor máximo permitido de faturamento ao ano, incluindo todas as receitas brutas. No entanto, para calcular esse teto no ano de abertura, é necessário observar o mês de inscrição do CNPJ. O raciocínio é simples: cada mês corresponde à fração de R$ 6.750,00 (valor mensal que, ao multiplicar por 12, resulta nos R$ 81.000,00 anuais).

O cálculo para o limite proporcional segue a fórmula:

Limite no ano = número de meses de atividade em 2024 × R$ 6.750,00

Vale reforçar que o mês de abertura conta normalmente, mesmo que o CNPJ seja aberto no último dia do mês.

Exemplo prático: empresa aberta em agosto

Ao abrir o MEI em agosto de 2024, quantos meses entram na conta? Basta considerar de agosto a dezembro, somando 5 meses. O cálculo seria:

  • Agosto
  • Setembro
  • Outubro
  • Novembro
  • Dezembro

Faturamento máximo permitido = 5 meses × R$ 6.750 = R$ 33.750,00

Esse limite é aplicado independentemente do dia do mês em que a formalização ocorreu. Mesmo que o MEI seja aberto, por exemplo, em 29 de agosto, o empreendedor já pode somar agosto como mês completo.

Gráfico mostrando o cálculo proporcional do faturamento MEI mês a mês Como planejar o faturamento anual do MEI no primeiro ano

Quando eu comecei a planejar meu faturamento, um dos principais conselhos que ouvi foi “faça seu controle mês a mês”. A explicação faz todo sentido, porque se você não acompanha as vendas ou prestações de serviço em tempo real, pode facilmente ultrapassar um limite que, no primeiro ano, costuma ser até bem menor do que o teto tradicional divulgado para o MEI.

Veja os passos práticos para projetar corretamente o seu faturamento no primeiro ano:

  1. Identifique o mês de formalização do MEI: Verifique a data de abertura do CNPJ no certificado da inscrição.
  2. Conte quantos meses terá em atividade no ano: O mês de abertura conta como mês completo.
  3. Multiplique o número de meses por R$ 6.750,00: Assim você encontra o teto legal permitido até o final desse ano.
  4. Monitore suas receitas: Mantenha um controle rigoroso em planilha, aplicativo ou sistema.
  5. Projete as vendas futuras: Se perceber que seu faturamento está perto do limite antes de dezembro, já comece a pensar em alternativas para regularizar sua situação.

Esse cuidado evita desenquadramentos e permite focar no crescimento de forma segura, como eu sempre oriento por aqui em conversas com clientes da MCO Contábil.

Por que não se pode ultrapassar o limite proporcional do MEI?

O que acontece se ultrapassar o teto permitido do MEI proporcional? Confesso que esse é um dos pontos que mais gera tensão aos novos empresários. Felizmente, os órgãos oficiais deixam isso muito bem explicado. Segundo dados do Portal do Empreendedor, se o valor ultrapassado for de até 20%, há a obrigatoriedade de comunicar o desenquadramento até o último dia útil do mês seguinte ao excesso. O desenquadramento vale a partir de janeiro do próximo exercício.

Quando o excesso for maior que 20% do limite, a exclusão do MEI é retroativa a janeiro do ano do excesso, podendo gerar multas e outras obrigações tributárias.

É preciso, então, fazer o acompanhamento mês a mês e não tomar decisões por impulso. Alguns empresários, por exemplo, pensam que “só um pouco a mais” não dará problema, mas a legislação é objetiva.

É importante lembrar que, ao deixar de ser MEI, o empreendedor deve se enquadrar obrigatoriamente em outro regime tributário, como o Simples Nacional, e poderá arcar com impostos mais altos, além de possíveis multas. Veja mais detalhes sobre as regras para desenquadramento na página oficial sobre desenquadramento.

Planejamento tributário e controle financeiro: seus maiores aliados

Minha experiência mostra que grande parte dos erros no faturamento do primeiro ano pode ser evitada com um bom planejamento. Registrar todas as receitas, inclusive aquelas de vendas informais ou recebidas em conta particular, é essencial. Exatamente por isso, sempre recomendo que meus clientes, como os que atendo na MCO Contábil, utilizem sistemas digitais fáceis de operar ou até mesmo uma planilha eletrônica bem organizada.

Além disso, manter todos os comprovantes de vendas, extratos bancários e recibos é fundamental, pois facilita a conferência dos valores e a preparação da declaração anual. O controle financeiro é a base para crescer com segurança, o que inclusive é destacado nos conteúdos da MCO Contábil sobre crescimento do MEI.

Obrigações fiscais do MEI proporcional: prazos e consequências

Falando com clientes da MCO Contábil, percebi que uma dúvida comum é sobre prazos e exigências fiscais para o MEI, tanto no faturamento integral quanto no proporcional. A principal obrigação formal é a entrega da DASN-SIMEI até 31 de maio do ano seguinte, sempre declarando o faturamento bruto acumulado no período em que a empresa esteve ativa. Isso vale mesmo se a movimentação financeira foi baixa ou nula.

Não declarar, ou declarar com atraso, gera multa mínima de R$ 50,00, que pode ser reduzida se for paga logo.

Informações detalhadas, com exemplos, podem ser encontradas nas orientações do governo sobre a declaração anual.

O passo a passo para a DASN-SIMEI

Para preencher a declaração anual, eu sempre sigo um roteiro próprio que me ajuda a não esquecer nenhum dado:

  • Reuno os comprovantes de vendas mês a mês
  • Somente os meses em que o CNPJ esteve ativo entram na conta
  • Lanço a soma na plataforma do DASN-SIMEI, sempre fiel à realidade dos meus recebimentos
  • Confiro se está dentro do limite calculado proporcionalmente
  • Envio a declaração dentro do prazo

Essa rotina é fundamental. Ignorar detalhes ou tentar omitir valores pode resultar em fiscalização, multas e até no cancelamento das vantagens do regime MEI, como acesso facilitado ao INSS e taxas reduzidas.

Entendendo a migração de regime ao ultrapassar o limite

Em discussões e mentorias, muitos MEIs me procuram para saber o que deve ser feito caso o faturamento extrapole o limite proporcional. O desenquadramento, como expliquei, é obrigatório nas duas situações: quando o faturamento ultrapassa em até 20%, caso em que a mudança vale para o próximo exercício, ou quando o excesso supera 20%, pressionando a empresa a regularizar débitos retroativos no Simples Nacional. O empreendedor deve tomar cuidado, pois a tributação muda e pode ser mais alta, dependendo do tipo de atividade.

Para entender todas as implicações dessa migração e as diferenças de obrigações fiscais, indico a leitura sobre como funciona o imposto do Simples Nacional.

Documentos fiscais e recibos organizados para o MEI Quais tributos o MEI precisa pagar no caso de desenquadramento?

Caso a MEI seja desenquadrada, será necessário pagar os tributos correspondentes ao Simples Nacional referentes ao ano todo. Além disso, pode haver incidência de multas e juros sobre valores retroativos. Por isso, é fundamental acompanhar o faturamento mês a mês e agir rapidamente se perceber que o limite proporcional será excedido.

Dicas práticas para quem abriu o MEI durante o ano

  • Mantenha o controle detalhado das receitas, especificando mês a mês quanto sua empresa faturou.
  • Utilize sistemas ou aplicativos simples, ou mesmo uma planilha digital confiável.
  • Fique atento a vendas informais: todo e qualquer valor recebido pela empresa conta para o limite anual.
  • Ao se aproximar do limite, busque orientação contábil para avaliar a viabilidade de migrar de regime e evitar problemas com o fisco.
  • Preencha corretamente todas as informações na DASN-SIMEI até o prazo final, evitando multas.

Essas medidas garantem sua regularidade e permitem focar na expansão dos negócios com tranquilidade, certo do cumprimento das obrigações fiscais, algo que valorizo demais, inclusive no atendimento da MCO Contábil.

Casos específicos: desenquadramento e suas consequências

Já atendi, em minha rotina profissional, MEIs que precisaram migrar de regime antes mesmo de completar um ano. A principal razão sempre foi o descompasso entre planejamento e controle real das entradas de valores. Quando um MEI é desenquadrado, ele perde imediatamente os benefícios tributários e pode precisar emitir notas fiscais retroativas, recolher tributos sobre toda a movimentação do ano e regularizar a situação junto à Receita Federal.

O desenquadramento pode trazer surpresas desagradáveis, por isso o acompanhamento constante é fundamental.

Em casos extremos, pode ser necessário arcar com Imposto sobre Serviços (ISS), ICMS e outros tributos, dependendo da atividade. Além disso, direitos previdenciários podem ficar comprometidos e multas podem incidir no CNPJ.

Quem está com dúvidas sobre regularização e vantagens do regime, pode se aprofundar mais no artigo ultrapassei o limite de faturamento do MEI.

Como organizar a documentação para facilitar o cálculo?

Se você está no seu primeiro ano como MEI, minha sugestão é: desde já, organize as notas fiscais, recibos e comprovantes em ordem cronológica. Além de facilitar a vida durante a declaração, isso agiliza o cálculo do limite de faturamento proporcional. Se necessario, crie uma pasta (física ou digital) para separar documentos por mês, assim não falta nada no momento de prestar contas.

Uma organização eficiente inclui:

  • Notas fiscais de todos os serviços prestados ou vendas realizadas
  • Comprovantes de pagamentos recebidos
  • Relatórios mensais de receitas
  • Extratos bancários das contas do MEI, para não deixar nenhuma receita de fora

É uma dica simples, mas faz toda diferença na hora de calcular o faturamento proporcional com segurança!

Empreendedor usando planilha financeira digital para controlar faturamento MEI Alvará, regularização e outras obrigações complementares do MEI

Muitas vezes, ao abrir o MEI, surgem dúvidas além do faturamento: será preciso ter alvará em todo tipo de atividade? Como garantir a regularidade completa do negócio junto às prefeituras e órgãos oficiais?

O alvará depende muito da cidade, da regulamentação municipal e da natureza da atividade. De modo geral, o Portal do Empreendedor prevê permissões automáticas para boa parte dos negócios, mas é fundamental verificar as exigências específicas do município. Para se aprofundar nesse tema e entender os detalhes sobre autorizações e funcionamento legal, indico este artigo sobre alvará para MEI.

Conclusão: o controle do limite proporcional é o coração da segurança fiscal do MEI

Depois de anos aconselhando colegas empreendedores, percebo que dominar a regra de faturamento proporcional é o diferencial que separa o MEI bem-sucedido daquele que enfrenta problemas tributários logo nos primeiros meses de atividade. Saber calcular e acompanhar o limite mês a mês é a base para crescer com segurança, explorar o potencial do negócio e evitar surpresas desagradáveis como multas ou até o desenquadramento.

Projetos como a MCO Contábil facilitam esse caminho, trazendo tecnologia, atendimento personalizado e orientação para que você esteja sempre dentro da lei, e pronto para evoluir quando for o momento certo.

O melhor momento para começar o controle financeiro e o acompanhamento do limite é agora.

Se ficou alguma dúvida, continue sua jornada de aprendizado conferindo outros conteúdos ou buscando o suporte de quem entende do assunto. O crescimento do seu negócio começa pela informação correta. Procure conhecer mais sobre as soluções da MCO Contábil para garantir segurança e crescimento ao seu CNPJ!

Perguntas frequentes sobre faturamento proporcional do MEI

Como calcular faturamento proporcional do MEI?

Para calcular o limite de faturamento proporcional, multiplica-se o número de meses em que o CNPJ esteve ativo no ano por R$ 6.750,00. O mês de abertura, mesmo que iniciado no último dia, entra como mês completo. Por exemplo, para um MEI aberto em agosto, somam-se agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro (5 meses). O limite do período será de 5 × R$ 6.750,00, totalizando R$ 33.750,00.

O que muda ao abrir empresa no meio do ano?

O principal impacto é que o teto de faturamento não é mais de R$ 81.000,00, mas proporcional ao número de meses em que a empresa esteve aberta. Isso exige controle financeiro mais rigoroso para evitar o desenquadramento automático. Além disso, a documentação e a declaração DASN-SIMEI considerarão apenas os meses em que o CNPJ esteve em atividade, não o ano inteiro.

Qual limite de faturamento para MEI aberto em agosto?

O limite do MEI para quem abriu em agosto é o resultado da multiplicação de 5 meses (agosto a dezembro) por R$ 6.750,00. Assim, o faturamento máximo permitido será de R$ 33.750,00 no primeiro ano de operação, conforme determina o Portal do Empreendedor. É necessário incluir todas as receitas brutas deste período no cálculo.

Como evitar ultrapassar o limite proporcional?

A melhor estratégia é acompanhar rigorosamente as entradas de receita todos os meses e projetar os próximos recebimentos. Utilizar uma planilha, aplicativo ou sistema online de controle financeiro ajuda a monitorar em tempo real. Ao se aproximar do limite, avalie a possibilidade de pausar novas vendas ou buscar orientação para a transição ao Simples Nacional. Direciono outras dicas no conteúdo sobre como calcular o faturamento proporcional no MEI.

A regra de faturamento proporcional vale para todos?

Sim, a regra vale para todos os MEIs que se formalizam após o início do ano-calendário. O limite de faturamento no primeiro ano é sempre proporcional ao número de meses efetivos de operação. Não existe exceção para ramo de atividade, cidade ou tipo de serviço. Basta ter iniciado o CNPJ após janeiro e já se torna obrigatório seguir o teto reduzido daquele ano.

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